HC INFORMA: Doenças respiratórias na infância: prevenção e tratamento.


4d6825f59410d79cecf7f9d6109c065530ef8d0464065
Escrito pela enfermeira e coord. da Pediatria do HC Vânea Maria de Oliveira, 

Sob Coordenação do Núcleo de Educação Permanente “NEP Coord. Peterson Gomes Faria” 

Durante os períodos do outono e inverno é comum o aparecimento das doenças respiratórias em crianças. Essas doenças levam ao aumento da procura assistencial nos hospitais, por ser as doenças mais frequentes durante a infância.
Peito chiando, falta de ar, tosse e aumento do cansaço são apenas alguns dos sintomas que acontecem com as crianças com doenças respiratórias. Vários são os tipos dessas doenças e os pais precisam estar atentos para tomar alguns cuidados:
#Preparar os alimentos sob a forma pastosa ou líquida, oferecendo em menores quantidades e em intervalos mais curtos, respeitando a falta de apetite e não forçando a alimentação;
#Aumentar a oferta de líquidos: água, chás e suco de frutas, levando em consideração a preferência da criança;
#Manter a criança em ambiente ventilado, tranquilo e agasalhada se estiver frio;
#Fluidificar e remover secreções e muco das vias aéreas superiores frequentemente;
#Evitar contato com outras crianças;
#Havendo febre: dar banho, de preferência de imersão, morno (por 15 minutos); aplicar compressa com água e álcool nas regões inguinal e axilar; retirar excessos de roupa; oferecer antitérmico recomendado pelo pediatra.

RESFRIADO
Inflamação catarral da mucosa rinofaríngea. Possui como causas predisponentes: convívio ou contágio ocasional com pessoas infectadas, desnutrição, clima frio ou úmido, condições da habitação e dormitório da criança, quedas bruscas e acentuadas da temperatura atmosférica.
Principais sinais e sintomas: febre de intensidade variável, corrimento nasal mucoso e fluido (coriza), obstrução parcial da respiração nasal tornando-se ruidosa (trazendo irritação, principalmente ao lactente que tem sua alimentação dificultada), tosse (não obrigatória), falta de apetite, alteração das fezes e vômitos (quando a criança é forçada a comer).

BRONQUIOLITE
É a inflamação dos brônquios e se traduz clinicamente por broncoespasmo (chiado no peito) e tosse com expectoração. É causada por uma infecção viral, que ataca preferencialmente crianças menores de 2 anos, sendo que os bebês com menos de 6 meses são as principais vítimas.

PNEUMONIA
Inflamação das paredes da árvore respiratória causando aumento das secreções mucosas, respiração rápida ou difícil, dificuldade em ingerir alimentos sólidos ou líquidos; piora do estado geral, tosse, aumento da frequência respiratória (maior ou igual a 60 batimentos por minuto); tiragem (retração subcostal persistente), estridor, sibilância, gemido, períodos de apneia ou guinchos (tosse da coqueluche), cianose, batimentos de asa de nariz, distensão abdominal, e febre ou hipotermia (podendo indicar infecção).

AMIGDALITES
Assemelha-se a um resfriado comum. Principais sinais e sintomas: febre, mal estar, prostração ou agitação, anorexia em função da dificuldade de deglutição, presença de gânglios palpáveis, mau hálito, presença ou não de tosse seca, dor e presença de secreção na amígdala.

SINUSITE
É a obstrução dos óstios de drenagem dos seios da face. Caracteriza-se por tosse noturna, secreção nasal e com presença ou não de febre, sendo que raramente há cefaleia na infância. Casos repetitivos são geralmente causados por alergia respiratória.

Possui como fatores predisponentes:
Episódios muito frequentes de resfriado;
Crianças que vivem em ambiente úmido ou filhos de pais fumantes;
Diminuição da umidade relativa do ar.

RINITE
Apresenta-se com obstrução nasal ou coriza, prurido e espirros; a face apresenta “olheiras”. Pode ser causada por alergia respiratória, neste caso faz-se necessário afastar as substâncias que possam causar alergia.

BRONQUITE
Inflamação nos brônquios, caracterizada por tosse e aumento da secreção mucosa dos brônquios, acompanhada ou não de febre, predominando em idades menores. Quando apresentam grande quantidade de secreção pode-se perceber ruído respiratório (chiado) ou (roncos). Quando crônica pode levar as crianças à anorexia (falta de apetite) ou ainda a uma perda de peso e estatura. Recomenda-se afastar substâncias que possam causar alergias.

ASMA
Manifesta-se através de crises de broncoespasmo, com dispneia, acessos de tosse e sibilos presentes. São episódios autolimitados podendo ser controlados por medicamentos com retorno normal das funções na maioria das crianças. Em metade dos casos, os primeiros sintomas da doença surgem até o terceiro ano de vida e, em muitos pacientes, desaparecem com a puberdade. Porém, a persistência na idade adulta leva a um agravo da doença.
Fatores desencadeantes: alérgenos (irritantes alimentares), infecções, agentes irritantes, poluentes atmosféricos e mudanças climáticas, fatores emocionais, exercícios e algumas drogas (ácido acetil salicílico e similares).

Referências:
IGAUD, C.H.S.; VER͍SSIMO, M.L.R. Enfermagem Pediátrica: o cuidado de enfermagem à criança e ao adolescente. São Paulo: Pedagógica e Universitária, 1996.
ALVIM, C.G; LASMA, L. M.B.F. Saúde da criança e do adolescente: doenças respiratórias, 2009 – MD Saúde. DR. Pedro Pinheiro, 2017

Deixe um comentário