10 de outubro – Dia Mundial da Saúde Mental


O primeiro passo é vencer o preconceito e pedir ajuda.
Transtornos mentais são doenças e, como tal, podem ser tratados.

O Hospital de Cataguases junta-se a todas as instituições atuantes na prestação de serviços de saúde, para ressaltar a importância deste dia 10 de outubro, Dia Mundial da Saúde Mental.
A data foi instituída em 1992, pela Federação Mundial de Saúde Mental, como forma de dar maior visibilidade e enfatizar que os problemas relacionados a saúde mental são considerados como prioritários pela OMS (Organização Mundial de Saúde), devido ao grande número de dias de incapacidade que o transtorno mental pode causar.
Desde sua fundação, em 2015, o Serviço de Psiquiatria do Hospital de Cataguases funciona diariamente, realizando atendimentos ambulatoriais e no Pronto-Socorro.
Enfrentando a mesma realidade das demais instituições que prestam esse tipo de serviço, o Setor de Atendimento à Saúde Mental do Hospital de Cataguases conseguiu disponibilizar 6 leitos para atendimento à esses pacientes específicos, sendo 4 leitos direcionados ao SUS e 2 para convênios. Para este atendimento o Hospital conta, havendo necessidade, com médico plantonista no Pronto Socorro, além de equipe multidisciplinar integrada por psicólogo, psiquiatra, clínico geral, assistente social, nutricionista e equipe de enfermagem.
Precisamos lembrar que o Dia Mundial da Saúde Mental, deste ano, é celebrado em um momento em que nossas atividades diárias foram significativamente alteradas como consequência da pandemia de COVID-19. Os últimos meses trouxeram muitos desafios: para os profissionais de saúde, que prestam seus serviços em circunstâncias difíceis e vão trabalhar com medo de levar a COVID-19 para casa; aos alunos, que tiveram que se adaptar às aulas à distância, com pouco contato com professores e colegas e preocupados com o futuro; aos pais, que tiveram que se desdobrar para cumprir as tarefas domésticas, profissionais e ainda auxiliar as crianças, adolescentes e jovens na tentativa de cumprir as atividades escolares; aos trabalhadores, cujas atividades formais ou informais, realizadas como meios de subsistência, foram e ainda estão ameaçadas; aos idosos, que precisaram se abster do contato diário com filhos, netos e outros familiares e amigos; ao grande número de pessoas presas na pobreza ou em ambientes humanitários frágeis, com pouca proteção contra a COVID-19; e para pessoas com condições insatisfatórias de saúde mental, muitas das quais estão ainda mais isoladas socialmente do que antes. Sem falar em como lidar com a dor de perder um ente querido, às vezes, sem poder se despedir.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que as consequências econômicas da pandemia já estão sendo sentidas em todos os lugares, à medida que as empresas demitem funcionários na tentativa de salvar os negócios ou são forçadas a fechar totalmente, o que claramente reflete nas condições sociais e psicológicas de uma significativa parcela da nossa sociedade.
Com base em emergências anteriores, a entidade espera que as os recursos financeiros direcionados para melhorias no atendimento em saúde mental e apoio psicossocial aumentem significativamente nos próximos meses e anos. “Investir em programas nacionais e internacionais de saúde mental, que há anos não recebem recursos, é mais importante do que nunca”, destaca a OMS.
“Pela sua característica de acometimento em pessoas jovens, os transtornos mentais, principalmente os mais graves, como esquizofrenia, transtorno afetivo bipolar, dependências alcoólica e química, trazem impacto significativo, não só na vida do paciente, como também na de seus familiares, além de outros, como a depressão e quadros ansiosos, que podem igualmente levar a um grande sofrimento subjetivo” reflete a OMS.
Conforme destaca o Dr. Elie Leal de Barros Calfat, médico psiquiatra e professor instrutor do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica da FCMSCSP – Faculdade de Ciências Médicas da Faculdade de São Paulo, “é importante ressaltar que transtornos mentais são doenças passíveis de tratamento, com grande chance de melhora e cura em muitos casos. Reconhecer estes transtornos como doenças ajuda a vencer o preconceito de se falar sobre o assunto e mesmo de identificar casos que exijam atenção ao nosso redor”, afirma.
Embora a maior quantidade de pacientes sofra de quadros depressivos ou de transtornos ansiosos, uma parcela significativa padece de transtornos psicóticos e tem como tratamento adequado, a reabilitação, visando a melhoria da sua qualidade de vida.
Há muito tempo o tratamento em saúde mental não é apenas farmacológico, sendo também executado por uma equipe multidisciplinar de profissionais como: psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais, fonoaudiólogos, enfermeiros, nutricionistas e auxiliares de enfermagem. Estes profissionais buscam, além da diminuição do sofrimento do paciente, a sua reabilitação psíquica e a reativação das habilidades perdidas por conta da doença.
O primeiro passo é vencer o preconceito e pedir ajuda. Transtornos mentais são doenças e, como tal, podem ser tratados. Psiquiatras são médicos como todos os outros e os mais qualificados a tratar destas doenças.

Ass. Relações Públicas do Hospital de Cataguases